Artigo publicado pela Revista Gênero, ligada a Universidade Federal Fluminense.
Anne Brontë: a voz esquecida da literatura inglesa – Márcia Cavendish
Resumo:
“A idéia central deste ensaio é apontar as ligações entre três escritoras do século XIX: Emily, Charlotte e Anne Brontë, irmãs inglesas de grande talento literário e desbravadoras de um universo até então proibido às mulheres. Ao fazê-lo, buscaram esconder-se no início sob pseudônimo masculino, seguindo o exemplo de outras mulheres da mesma fase, tais como George Eliot e George Sand. As confusões criadas pelos leitores e principalmente pela crítica em torno da autoria real de seus romances levaram-nas a assumir suas identidades verdadeiras e abandonar os disfarces de Acton, Currer e Elis Bell, tornando-se respectivamente Anne, Charlotte e Emily Brontë. A esta altura, entretanto, o sucesso de Currer Bell (Charlotte Brontë) já se espalhara por toda a Inglaterra e atingira a América, com o romance Jane Eyre que, apesar das críticas controversas e principalmente moralistas que lhes foram dirigidas, rapidamente caiu na preferência do grande público leitor. O mesmo aconteceria com Wuthering Heights alguns anos mais tarde. Anne Brontë, entretanto, apesar de ser escritora igualmente talentosa, não foi festejada. Muito ao contrário, recusada pela crítica moralista e mais tarde pela literária, permaneceu por todos esses anos no território do esquecimento. Este trabalho tenta elucidar as razões do ostracismo a que tantas gerações a condenaram e recuperá-la através de suas obras (Agnes Grey e The Tenant of Wildfell Hall) e de sua biografia urdida à sombra das irmãs.”
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Achei interessantíssimo encontrar um artigo que aborda a menos estudada, e lida, das Brontë; e que discorre sobre seu “apagamento” diante do imenso sucesso das irmãs.
Boa leitura!
CAVENDISH, Márcia. Anne Brontë: a voz esquecida da literatura inglesa. Revista Gênero. Niterói, v. 6, n. 1, p. 173-199, 2. sem. 2005 .