Linda coleção brontëana da Juniper Books

Passeando pelo Tumblr, vejo essa coleção linda e super delicada que a Juniper Books preparou com todas as obras das irmãs Brontë. As edições dos livros são da Folio Society, customizadas com um design floral em lilás.

Quer presente mais lindo?

Essa caixinha fofa sai por “apenas” 300 dólares! Quem se habilita? :P

Um feliz 2012 e outras coisinhas mais

Olá queridos leitores! Espero que todos tenha tido uma ótima temporada de festas e que 2012 seja um ano promissor! :)

Sumi um pouquinho, mas espero que nesse ano, consiga estar mais presente neste pequeno espaço bronteano!

Algumas notinhas:

Pra começar o ano, gostaria de falar sobre o leilão que ocorreu dia 14 de dezembro, lembram que falei sobre ele aqui? Então, o manuscrito de Charlotte Brontë foi vendido por incríveis 690,850 libras – quase 2 milhões de reais! Infelizmente, o Parsonage Brontë Museum não foi o vencedor, e o livrinho ficará em um museu na França, o Le Musée des Lettres et Manuscrits.

Ainda sobre o Brontë Museum: além da perda do leilão, o museu tem tido problemas para conservação das instalações da igreja que faz parte de sua propriedade – e que é local de grande visitação de admiradores da família Brontë. O pároco responsável pelo templo precisa arrecadar 100 mil libras para os reparos do telhado, mas, até o momento, só conseguiu 30 mil. Há, também, um projeto em andamento para a construção de um conjunto habitacional nas proximidades do museu, e da famosa charneca que é cenário dos romances bronteanos, o que irá descaracterizar a região e contribuir para a deterioração do local. Protestos tem sido feitos, mas, apenas no dia 20 de janeiro é que será decidido sobre a possibilidade das obras nas redondezas do local. Tomara que consigam preservar o local!

Michael Fassbender, o golden boy de 2011, pode começar 2012 com alguns prêmios na mão. Ele foi indicado ao Globo de Ouro, ao SAG Awards (Prêmio do Sindicato dos Atores), ao OFCS Awards (Prêmio da Sociedade Online de Críticos de Cinema) e ao Critic’s Choice Awards. Todos, por sua atuação em “Shame”. Ufa! E, dizem por aí, que uma indicação ao Oscar é muito provável de acontecer. Muita sorte ao nosso talentoso Mr. Rochester!

O manuscrito perdido de Brontë

Recebi esta notícia da Raquel, do Jane Austen em Português, e fiquei encantada com a descoberta.

Um pequeno manuscrito (apenas 19 páginas), escrito por Charlotte Brontë aos 14 anos, será leiloado no dia 15 de dezembro, e espera-se que o valor chegue perto das 300 mil libras.

O mais interessante de toda essa história é que, o pequeno livrinho, corrobora e alimenta ainda mais toda a áurea de mistério que envolve a ditosa família Brontë.

Ele revela um lado mais sombrio da escrita de Charlotte – como a temática do incesto e da loucura, por exemplo – faceta mais explorada por Emily em seu único romance.

No Bronte Museum existem outros dos pequenos livros, com poemas escritos pelos jovens irmãos, com um estilo que os aproxima bastante da literatura fantástica.

 

Para ler o incrível artigo do Daily Mail, repleto de informações sobre a família Brontë, clique AQUI.

Abaixo, um vídeo de divulgação do Bronte Parsonage Museum:

As irmãs Brontë no Cafe Press (ou “Segurem seus cartões de crédito!”)

O site Cafe Press é conhecido por seus vários itens de memorabilia feitos especialmente para fãs inveterados. Camisetas, canecas, bottoms, bolsas… a lista de opções é extensa. Além dos produtos listados, há também a possibilidade de criar seu próprio item, totalmente costumizável.

Para ver os produtos disponíveis das irmãs Brontë, clique aqui.

Um dos meu preferidos foi esta camiseta, estampada com uma das cenas mais marcantes narradas em Jane Eyre :

O site, que entrega no Brasil, possui itens de vários outros autores como Austen, Poe e Shakespeare, além de produtos para os fãs de Star Wars e afins.

Recomendo a visita!

Anne Brontë na Academia (1)

Artigo publicado pela Revista Gênero, ligada a Universidade Federal Fluminense.

Anne Brontë: a voz esquecida da literatura inglesa –  Márcia Cavendish

Resumo:

“A idéia central deste ensaio é apontar as ligações entre três escritoras do século XIX: Emily, Charlotte e Anne Brontë, irmãs inglesas de grande talento literário e desbravadoras de um universo até então proibido às mulheres. Ao fazê-lo, buscaram esconder-se no início sob pseudônimo masculino, seguindo o exemplo de outras mulheres da mesma fase, tais como George Eliot e George Sand. As confusões criadas pelos leitores e principalmente pela crítica em torno da autoria real de seus romances levaram-nas a assumir suas identidades verdadeiras e abandonar os disfarces de Acton, Currer e Elis Bell, tornando-se respectivamente Anne, Charlotte e Emily Brontë. A esta altura, entretanto, o sucesso de Currer Bell (Charlotte Brontë) já se espalhara por toda a Inglaterra e atingira a América, com o romance Jane Eyre que, apesar das críticas controversas e principalmente moralistas que lhes foram dirigidas, rapidamente caiu na preferência do grande público leitor. O mesmo aconteceria com Wuthering Heights alguns anos mais tarde. Anne Brontë, entretanto, apesar de ser escritora igualmente talentosa, não foi festejada. Muito ao contrário, recusada pela crítica moralista e mais tarde pela literária, permaneceu por todos esses anos no território do esquecimento. Este trabalho tenta elucidar as razões do ostracismo a que tantas gerações a condenaram e recuperá-la através de suas obras (Agnes Grey e The Tenant of Wildfell Hall) e de sua biografia urdida à sombra das irmãs.”

Esse artigo encontra-se disponível online no site da publicação através deste link.

Achei interessantíssimo encontrar um artigo que aborda a menos estudada, e lida, das Brontë; e que discorre sobre seu “apagamento” diante do imenso sucesso das irmãs.

Boa leitura!

CAVENDISH, Márcia. Anne Brontë: a voz esquecida da literatura inglesa. Revista Gênero.  Niterói, v. 6, n. 1, p. 173-199, 2. sem. 2005 .

Brontë – a peça

Artigo traduzido daqui.

Como é que três solteironas Vitorianas, que vivem isoladamente em meio as charnecas de Yorkshire, vieram a escrever alguns dos mais poderosos e apaixonados romances de todos os tempos?

É 1845. Branwell Brontë volta para casa em desgraça. Atormentado pelo álcool e pelas drogas, ele foi demitido do seu trabalho doméstico após ter um caso amoroso com a dona da propriedade. Enquanto ele se aprofunda no vício do alcoolismo e da loucura, trazendo o caos para a família, suas irmãs escrevem…

“Brontë” belamente evoca os mundos reais e imaginários das irmãs Brontë, ao mesmo tempo em que os personagens fictícios vêm para assombrar suas criadoras.

Dirigido por Nancy Meckler e escrito por Polly Teale (Que já dirigiu as aclamadas peças “Jane Eyre” e “After Mrs Rochester”)

Veja o trailer abaixo:

Como gostaria de assistir ao espetáculo! O Brasil, infelizmente, ainda é pouco explorado em termos de trabalhos como esse, talvez pelo desconhecimento dos investidores da existência de público-alvo, ou apenas por falta de interesse. Resta-nos apenas admirar aos vislumbres disponíveis pela internet e sonhar com o dia em que teremos a oportunidade ver esse tipo apresentação por aqui.

A atriz Kirstin Atherton, vestida como Charlotte Bronte, na Leeds Library. Foto de Simon Hulme.

A atriz Kirstin Atherton, vestida como Charlotte Bronte, na Leeds Library. Foto de Simon Hulme.