O Segredo & Lily Hart

“Uau, estas foram crianças realmente extraordinárias!” é o primeiro pensamento que vem à minha mente enquanto seguro este pequeno volume, editado pela Nova Fronteira em 1993.

“O Segredo & Lily Hart” é um livro com duas novelas homônimas escritas pelos irmãos Brontë – e aqui uso “irmãos” já que Branwell Brontë (morto ainda jovem) também participou – quando ainda eram crianças. São histórias baseadas em um mundo fantasioso, imaginado pelos irmãos em suas brincadeiras cotidianas. O que mais me espanta nesse livrinho é a tamanha criatividade que emana dos textos, e que nos dá um vislumbre do que ainda estaria por vir das mãos femininas da família.

Sobre a edição, devo dizer que é extremamente bem apresentada, com tradução de Maria Ignez Duque Estrada, jornalista, e notas de William Holtz, professor da Universidade de Missouri-Columbia.

Abaixo, segue a imagem do fac-similar apresentado no livro:

Oh, letrinha! Coitado do Prof. William, que decifrou esse garrancho microscópico! :P Na nota inicial, ele discursa sobre as dificuldades de tradução, bem como as peculiaridades do texto.

Para os amantes das autoras, recomendo muito o livro, que é facilmente encontrado em sebos e também na Estante Virtual, por um precinho bem camarada.

Por fim, devo ressaltar a qualidade do material do livro. Meu volume tem 10 anos de idade e está mais bem conservado do que muitos livros comprados em 2012. Estarei eu louca, ou a qualidade das edições brasileiras realmente tem caído, e muito?

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9 thoughts on “O Segredo & Lily Hart

  1. Olá, cá em Portugal existe um livro identico de Charlotte Bronte “O Segredo de Charlotte Bronte”, eu comprei o livro á pouco mais de um ano quando fui a uma Feira do Livro! No livro os capitulos são:
    “Charlotte Bronte Reflexo de um Imaginário Intenso” Que é uma biografia dos quatro irmãos Charlotte, Anne, Emily e Branwell,
    Os outros são cinco contos:
    “O Segredo”
    “Lily Hart”
    “Alion e Marina”
    “As Rivais”
    “A Boda”
    ” Uma Espreitadela ao Caderno de Desenhos”

  2. A qualidade das edições tem caído muito mesmo…
    Compro muitas edições antigas em sebos que possuem mais qualidade do que as novas edições oferecidas nas livrarias. O papel está péssimo, a diagramação é ruim e prefiro nem comentar a qualidade das traduções.
    Livros com notas de tradução ou qualquer outro tipo de nota de rodapé já virou relíquia de museu.
    infelizmente!

    • Livia,

      acho que é justamente por isso que tenho desanimado de comprar livros novos. Estou louca por um Kindle e tenho a impressão que, se continuar assim, vamos ver em breve uma reviravolta no mercado editorial brasileiro. Irei preferir um ebook à um volume mal feito. Tirando, claro, os grandes exemplares caríssimos que sempre saem por algumas editoras e que continuarão a ser para poucos.

  3. Para ficar com uma ideia, o livro “O Segredo de Charlotte Bronte” não conhecia (acho que não é um livro muito conhecido) até o ver á venda nessa Feira do Livro, quando pesquisei acerca dele soube que o preço era de 13 euros, compreio por 4 euros e normalmente os clássicos custam para cima dos 20 euros, (por exemplo estou a ler agora “O Conde de Monte Cristo” (não sei se é conhecido no Brasil) dos escritor francês Alexandre Dumas que me costou apróximadamente 40 euros)!

  4. Estou atras desse livro a um bom tempo, assim como os outros da própria Charlotte e da Anne que ainda não tenho. A estante virtual é o site que recorro nesses momentos, mas não tive tanta sorte quanto ao estado dos livros e para mim isso conta, mesmo eles sendo antigos quero livros em bom estado. Ainda tenho esperança de achar alguns para troca no skoob.

    Na Wook, livraria portuguesa, tem alguns livros da Charlotte que não foram traduzidos no Brasil, inclusive esse que a Lénia comento.

    Bjs, @dnisin

  5. Carolina

    Parabéns pelo blog, está muito gostoso de ler. Bacana ver alguém no Brasil comentando e lendo Emily Brontë. Eu tive um blog
    chamado A miserable jester (hoje abandonado) onde coloquei fotos da biografia filmada delas pelo André Téchine.
    O filme não é esplêndido, até porque não há quase nada escrito pela Emily sobre sua vida, portanto acaba colocando uns versos na boca de Emily, por vezes, mas as locações e as grandes atrizes valem muito a pena. O muito pouco que se sabe de Emily diante da força de sua obra fez com que alguns críticos a chamassem de Esfinge da literatura inglesa.
    Eu gosto demais dos poemas de Emily, estou fazendo neste momento procurando um(a) orientador(a) para estudá-la na pós-graduação.

    Emily também é um pouco um remédio pra minha saudade; morei em Baildon quando criança, que é perto de Haworth, ainda tenho as fotos do dia em que fomos para Haworth para conhecer a casa em que a família morou.

    aqui está o poster do filme (Les Soeurs Brontë de André Téchiné)

    http://elizabethmydear.wordpress.com/2008/11/

    abraço
    Mauro Jorge

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