Nova adaptação cinematográfica vem por aí: The Master

E não é que temos boas notícias para os fãs de cinema que ansiavam por uma nova adaptação envolvendo o universo das irmãs Brontë? Finalmente!

Os direitos do livro The Master, escrito pela holandesa Jolien Janzing, foram adquiridos pela David P. Kelly Films Limited. Esta produtora está por trás de filmes como “The Last Station” – ótima cinebiografia de Liev Tolstoi, com o grande Christopher Plummer no papel do autor – além do novo filme de Ralph Fiennes intitulado “The Woman”, que está em pós-produção.

Na trama escrita por Jolien, sabemos um pouco mais sobre o tempo de Charlotte em Bruxelas e sua relação com o famoso Constantin Heger, pelo qual ela se apaixonou. Nâo conheço o livro, mas trata-se de uma versão ficcionalizada, assim devemos esperar várias “licenças poéticas” sobre a vida da autora.

De Meester

Quem vocês imaginam no papel de Charlotte Brontë? Não consigo me decidir por uma atriz…

Para maiores informações sobre o livro, acessem o site: http://www.bronteinbrussels.com/

 

 

O Morro dos Ventos Uivantes (1970)

Eu tenho um sério problema com as adaptações feitas do único romance da senhorita Emily Brontë. Fico feliz por elas existirem, gosto quando sei que uma nova será feita, mas não tenho paciência para assisti-las.

Mas, não me levem à mal! O livro foi o primeiro que li das irmãs Brontë, e lembro que ele me conquistou logo de cara pela atmosfera sombria e taciturna, e pelo amor desesperado entre Cathy e Heathcliff.

Porém, as adaptações sempre me dão nos nervos! Com exceção da versão de 1939 com o maravilhoso Laurence Olivier, da qual falarei futuramente, todas as adaptações me dão vontade de dar uns tapas em Catherine!

E essa adaptação de 1970 não foge a regra…

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O roteiro, escrito por Patrick Tilley, segue a essência da história original. Porém, em determinadas partes, como na “ascenção de Heathcliff”, tudo corre aos barrancos, sem mais explicações, deixando alguns furos estranhos na trama. Apesar disso, não é algo que incomode. Eu já fui daquelas fãs ferrenhas que defendem a transposição literal dos livros para as telas, mas, aprendi com o tempo que ambas as obras possuem linguagens diferentes e, portanto, devem funcionar de maneira individual.

Contudo, é fácil afirmar que essa adaptação não funciona! :(

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Como Heathcliff, temos um jovem Timothy Dalton, que encarna o personagem de forma competente, mas, com ausência de “paixão”. Não sei se essa é a palavra correta, mas, que já assistiu o Mr. Dalton na versão de “Jane Eyre” (1983) entenderá o que quero dizer. Faltou um pouco de obscuridade, e o máximo que Dalton oferece são umas caras fechadas.

Que olhos, Mr. Dalton!

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Já Catherine é interpretada por Anna Calder-Marshall, de forma extremamente caricata. Em certas cenas você acha que a atriz literalmente precisa ser levada ao hospício, pois têm uns tiques nervosos e uma cara tresloucada.

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Não consegui simpatizar com a moça, porém, simpatizar com a personagem já é algo bem difícil!

Abaixo, a cena em que Cathy e Heathcliff espiam os Linton. Achei graça nas caretas!

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Mr. Linton é interpretado por James Cossins, que faleceu em 1997.

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Jamais entenderei o fascínio dele por Cathy. Talvez seja o ar selvagem e a rebeldia, mas, não existe personalidade mais insuportável…

O filme tem um salto no tempo sem muitas explicações e, quando Heathcliff retorna, acontece uma das cenas que causa certa controvérsia entre os fãs.

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Cathy e Heathcliff se atracando nas charnecas! :P

No filme, fica clara a traição de Cathy ao marido, mas no livro nada é dito explicitamente, tudo fica no subentendido. Uns gostaram, outros, nem tanto. Outro ponto interessante é que o filme sugere que o bebê que Cathy carrega não é de Linton, e sim de Heathcliff, justamente por causa dessa cena.

Enfim, apesar de ser uma adaptação interessante, o filme não agrada. Algumas cenas parecem estar no filme justamente porque estão no livro, sem ligação e coerência. Fica tudo solto demais. Abaixo, mais algumas cenas do filme.

WH8Isabella e Cathy.

WH9Isabella e Heathcliff.

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Enfim, recomendo a película apenas para quem é fã ferrenho do livro, e gosta de assistir todas as adaptações. Pois, infelizmente, nem o belo par de olhos verdes de Dalton consegue salvar esse filme.

Resultado do sorteio: Villette

Como prometido, hoje sai o resultado do sorteio de “Villette” da editora Pedrazul, entre aqueles que participaram da enquete para escolha da capa final do livro.

O post com os nomes de todos os participantes que comentaram é este aqui. Abaixo, segue a lista dos participantes, por ordem de comentário, que foi utilizada para gerar o ganhador por meio do site Random.

  1. Flavia Noronha
  2. Raquel Sallaberry
  3. Rebeca Lima
  4. Livia
  5. Aibell Lorenzi
  6. Dnisin
  7. Henrique Madeira
  8. Stenio de Silva

 

E o vencedor é…

ResultadoO comentário de número 3, feito por Rebeca Lima!

Parabéns!

Encaminharei um email para você solicitando seus dados para entrega do livro!

Chegou! Villette da editora Pedrazul

Não há nada melhor do que chegar em casa e receber uma surpresa! E, ainda melhor, quando a surpresa é algo que você tem desejado por muito tempo.

Essa foi a sensação que tive ao abrir o pacote que me aguardava sobre a mesa. Finalmente, em português, com tradução de Fernanda Martins e Anaximandro Amorim, Villette!

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Ao sentir o cheiro delicioso de livro novo, recém-saído do forno, pude me deleitar nos vislumbres que tive da obra. Uma edição caprichada, feita e pensada – em cada detalhezinho – levando em consideração o desejo dos fãs.

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As ilustrações estão lindas e deram um charme todo especial à obra.  A delicadeza dos desenhos de Luiz Carlos C. Pereira, acertadamente, revelam um pouco do que está por vir, sem estragar nenhuma surpresa.

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Sei, inclusive, que muito disso já havia sido falado em outros posts, mas ter o livro em mãos nos dá uma nova perspectiva sobre todo o trabalho empenhado na elaboração dessa obra. Outro detalhe que muito me agradou foram as várias notas de rodapé que auxiliam, e muito, a leitura, sem deixá-la truncada.

Parabéns à editora Pedrazul por trazer para o público brasileiro essa preciosidade de Charlotte Brontë. Parabéns, também, à Chirley, diretora editorial, pelo fervoroso empenho e paixão com que tem se dedicado à propagação dos clássicos de forma a respeitar o leitor.

Outro ponto positivo é o material de divulgação, que está lindo! Vejam só que fofura os brindes que a editora preparou para os leitores que adquiriram a obra na pré-venda.

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Agora, a notícia mais bacana eu guardei para o finalzinho: todos os leitores que participaram da votação para escolha da capa neste post aqui estão concorrendo ao sorteio de um kit do livro!! Fiquem atentos que, no domingo, divulgarei o resultado.

Deixa eu correr ali e começar a leitura do meu livro! :)