Brontë e Austen: unidas por um livro!

Quem diria que eu chegaria a ver isso! Jane Austen e Charlotte Brontë, consideradas por muitos diametralmente antagônicas, unidas em um mesmo volume.

A Companhia das Letras, pelo seu selo Penguin, irá lançar no dia 23 deste mês a obra “Juvenília”. Composta por textos das duas autoras, o livro contará com 472 páginas e tradução de Julia Romeu.

Leia o release da editora:

“À primeira vista, Jane Austen e Charlotte Brontë parecem radicalmente opostas. Austen representa a elegância e a proporção neoclássica, parodiando excessos literários e criticando as fraquezas humanas. Brontë, por sua vez, imprime em sua escrita toda a paixão e a extravagância do espírito romântico, não raro com forte influência da fantasia.
Numa época em que a literatura popular era considerada perigosa para a mente das jovens, a erudição precoce, a originalidade e a liberdade de espírito aproximam essas duas autoras. Ambas tinham como personagens centrais mulheres, sendo responsáveis pelos retratos mais marcantes de lealdade e dedicação feminina da literatura inglesa. E ambas constroem as suas heroínas como produtos do condicionamento feminino da época, cujas expectativas sociais eram muito restritas.
Austen e Brontë tiveram uma produção bastante fértil na juventude, reunida neste livro, a qual parece encontrar uma espécie de equilíbrio no conflito entre a moral individual e social, criando heroínas complexas que se destacam por sua coragem e independência.”

Adorei a  capa, que é uma graça como de costume.

Imagem

Agora, devo dizer que não sei se as autoras gostariam muito dessa associação. Estariam mortificadas com tal união literária! :P

Nota da Editora Pedrazul sobre o atraso de Villette

Hoje, a editora Pedrazul se pronunciou em sua fanpage oficial do facebook para comentar sobre o atraso no lançamento de Villette.

Leia o desabafo da editora:

“Por que um livro custa tão caro? Por que no Brasil não encontramos as obras que gostaríamos tanto de ler? Por que não encontramos o livro que queremos nas livrarias?

Caro leitor, o que mais encarece uma obra, além da tradução, é a distribuição. Antes que ele chegue até você ele tem que passar por atravessadores que não têm nenhum compromisso com a cultura, com o livro, e muito menos com você, leitor. O principal atravessador é o distribuidor. Ele cobra das editoras cerca de 55% a 60% do preço de capa de um livro e, mesmo assim, se isso já não onerasse as editoras, algumas distribuidoras estão cobrando das editoras uma taxa, abusiva, para que seus livros sejam distribuídos. Como uma editora pequena terá condições de arcar com um valor mensal de R$ 1.200,00 (este é o valor mínimo, podendo chegar a R$ 2.200,00 para 5 mil exemplares estocados e, acima desse montante, R$ 500,00 por milheiro) para que suas obras fiquem nos depósitos da distribuidora? E, isto não é garantia de que a obra chegará às livrarias. Estas, se quiserem, terão que retirar as obras na distribuidora e arcar com o frete. Por que seus livros desejados não estão nas livrarias? Porque as livrarias não os querem. Existem redes que somente compram livros de editoras cadastradas, cujo acervo tenha, no mínimo, 100 títulos. Como começar com cem obras? Inviável. Então, é por esse motivo que, no Brasil, você não encontra aquela obra que tanto deseja ler, porque não há incentivo. Outras redes somente compram de distribuidoras; outras somente querem os livros em consignação (sem nenhuma responsabilidade com a editora); outras simplesmente não te dão retorno.

Caro leitor, o atraso de Villette é devido a esse problema. Estamos sem distribuidora. Inicialmente, vamos comercializar a obra somente pelo site www.pedrazuleditora.com.br e não cobrar frete. Contudo, para que novas obras sejam lançadas é imprescindível que nossas obras estejam também nas livrarias. A sua ajuda é muito importante. Como leitor você pode cobrar das livrarias os livros da Pedrazul e, dessa forma, quem sabe, elas nos procurarão direto sem que tenhamos que passar por um atravessador que encarecerá o livro.
Ressalto que o trabalho de uma distribuidora que conhece os custos de produção de um livro, o mercado, é necessário e bem-vindo. Desde que não haja cobrança de taxa fixa, pois isso encarece de forma absurda o livro, não é garantia de que ele estará na livraria, e sim, aluguel de espaço para estocá-lo.”

Infelizmente, editoras pequenas sofrem com a burocracia e altos custos do mercado livreiro no Brasil. Só nos resta, como leitores ansiosos, buscar meios alternativos de compra, como o próprio site da editora, e cobrar das livrarias os lançamentos. Vemos tanto “lixo editorial” sendo jorrado nas grandes megastores brasileiras e temos essa dificuldade para encontrar livros de qualidade… complicado!

Mas, olhando pelo lado positivo, a editora não cobrará frete no envio dos livros adquiridos por meio de seu site. Outra novidade interessante é que estão pensando em lançar uma edição pocket de Villette, tendo em vista que lançarão uma edição ilustrada – e que claro que vou querer a versão mais rebuscada, rs. :)

Abaixo, seguem algumas das ilustrações feitas por Luiz Carlos C. Pereira especialmente para essa edição:

Villette1 Villette2 Villette3 Villette4 Villette5

Belíssimas ilustrações! Quiçá eu soubesse desenhar…

Séries BBC – até 50% OFF!

Recebi hoje cedo um email da Livraria Cultura com uma super promoção da  nas séries da BBC, pena que só agora consegui postar.

Imagem

Tem “Jane Eyre” (2006) em DVD, além de “O Morro dos Ventos Uivantes” (2009) em DVD e Blu-Ray.

Além desses títulos, vários outros de Jane Austen, Charles Dickens e Elizabeth Gaskell – além da maravilhosa versão moderna de Sherlock – também estão na promoção! É bom correr, pois deve ser por tempo limitado.

Jane Eyre (2011) na Netflix

Para aquelas que assinam o serviço de streaming da Netflix, uma boa novidade – a versão de 2011 de Jane Eyre já está disponível no site. O filme apresenta versão em HD e com opções de áudio original em inglês ou dublado em português (por favor, jamais cometam o sacrilégio de assisti-lo dublado!).

Jane Eyre 2011

Eu gosto muito do serviço da Netflix pois possuem várias outras opções de filmes e séries britânicas. Poderiam disponibilizar outras versões da adaptação, como a de 2006, bem como o filme de 1995.

Fica a dica!

Ps: na seção de classificação do filme, a idade indicada é 12 anos. Logo abaixo aparece “VIOLÊNCIA”. Realmente, não consigo pensar em filme mais brutal… rs. :)

Jamie Cullum improvisa no piano das Brontë

Jamie Cullum não é muito conhecido por aqui no Brasil, acredito que mais em círculos específicos que gostam de um jazz-meio-pop-meio-misturado, rs. Gosto muito do cantor, tanto pelas músicas, quanto pelo grande talento que o rapaz possui junto ao piano. Ele é um dos meus cantores preferidos, tenho todos os seus álbuns.

Acompanho sua página no Youtube e qual não foi a minha surpresa ao vê-lo improvisando uma música do piano das irmãs Brontë? O instrumento foi restaurado recentemente e está no Brontë Parsonage Museum.

A ida de Jamie até o museu faz parte de seu programa na rádio BBC 4, Piano Pilgrimage.